Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo – decretado pela ONU, há vários anos, como parte da celebração, muitos edifícios importantes do mundo – como o Empire State Building e até o Cristo Redentor – ficam iluminados de azul.

Uma estimativa feita em 2010 pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos, mostrou que 1 em cada 68 crianças são diagnosticadas com autismo no país.  No entanto, o diagnóstico não é tão simples assim. Isso porque não há um exame específico que indique o transtorno – a avaliação deve ser clínica e feita por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

Este número também é contestado pela pesquisadora brasileira, e ícone no assunto autismo, Erika Parlato-Oliveira, que também é uma das representantes do PREAUT no Brasil, projeto que capacita profissionais para identificar o risco para o transtorno em bebês a partir dos 4 meses de vida.

O projeto PREAUT, criado na França e dedicado à identificação precoce de bebês com risco para autismo, ajuda famílias a descobrir, o quanto antes, a existência do transtorno do espectro autista nos filhos para que as intervenções iniciem o quanto antes contribuindo para um bom desenvolvimento da criança. Porém, muitas são diagnosticadas depois dos 2 anos ou mais, quando os prejuízos na comunicação e na interação social já existem e são mais difíceis de reverter.

É claro que os sinais são mais nítidos com o passar dos anos, mas alguns indicativos desde bebê podem servir como alerta, como a criança ficar parada no berço, sem reagir aos estímulos, e evitar o contato visual. Antes do primeiro ano de vida, está sempre irritada – você o amamenta ou conversa com ela, mas continua agitada. Por volta dos 8 meses, o bebê não interage com o meio ambiente: vê um cachorro ou gato na rua e fica indiferente. Sabe aquela brincadeira em que a mãe se esconde e diz “achou!”? O bebê não esboça nenhuma reação. Na hora de brincar é comum que crianças autistas se interessem apenas por uma parte do brinquedo – elas podem ficar girando a roda de um carrinho por um tempo prolongado, em vez de arrastá-lo.

Na capacitação, os profissionais de saúde aprendem a identificar indícios de que o bebê tem risco de evolução autística justamente por conta de não responder aos estímulos citados acima, e a alguns outros.

Segundo Erika, quanto antes começa a intervenção, melhor é a evolução.

A intervenção proposta pelo PREAUT são encontros semanais para mostrar aos pais como trabalhar os estímulos ao bebê de forma continuada, em casa. Além do Brasil, o projeto está sendo difundido no Marrocos, Argentina, Inglaterra e países de língua Francesa.

Para saber mais: www.institutolangage.com.br

Bora vestir azul neste domingo 02 de abril?

Adri Amaral

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